Indústria 4.0 na prática: a chave para a competitividade

19.11.18

Saiba como foi o último encontro do ano do Grupo de Intercâmbio de Experiências em Assuntos da Indústria 4.0

Desde o início do ano, a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), por meio do Grupo de Intercâmbio de Experiências em Assuntos da Indústria 4.0, tem fomentado a troca de experiências entre executivos, especialistas e pessoas interessadas em sistemas de automação industrial e inovação tecnológica. O último encontro de 2018 ocorreu no dia 9 de novembro, na sede da Statomat Brasil, em Pinhais, e reuniu mais de 50 pessoas.

Na ocasião, os participantes puderam conhecer o approach 4.0 da empresa, além de participar de debates e palestras sobre a transformação de máquinas antigas para a Indústria 4.0; robotização em Supply Chain; automação baseada em PC no contexto da Indústria 4.0; e como proteger as inovações no ambiente 4.0. Para Marcos Sautchuk, gerente geral da Schrank – empresa especializada na fabricação de painéis elétricos e automação –, o encontro incentiva a troca de informações e o relacionamento com profissionais atuantes. “A ideia é levar essa automação para os nossos produtos e, assim, oferecer uma solução precisa para os nossos clientes”, completa.

Os eventos promovidos pelo GIE Indústria 4.0 costumam acontecer dentro das próprias empresas, seguindo o objetivo do grupo que é mostrar como funciona na prática o conceito de Indústria 4.0. A Statomat, por sua vez, há 40 anos produz tecnologia em automação industrial. “Nosso mercado está voltado, principalmente, para pequenas e médias empresas, que são iniciantes nesse processo 4.0. Portanto, o nosso approach é eliminar os paradigmas e mostrar que não é tão complicado quanto parece, e que se pode alcançar resultados fantásticos”, conta Marcelo Kalman Jr, diretor geral da Statomat Brasil. Ainda de acordo com Marcelo, a manutenção de máquinas, a criação de um fluxo de trabalho mais constante, a redução de custos e o aumento da competitividade são algumas das vantagens para quem deseja investir em inovação.

Fábio Fernandes, gerente de aplicação em indústria 4.0 na Bosch Rexroth e um dos palestrantes, explica para as empresas que desejam entrar nesse processo 4.0 que toda a cadeia produtiva precisa estar alinhada e conectada. “A Indústria 4.0 trabalha essencialmente a informação. O primeiro passo é conhecer melhor o chão de fábrica e sensoriar as máquinas para que contribuam para a tomada de decisão. Desse modo, é possível criar algoritmos de predição que vão falar para você quando essa máquina vai quebrar, por exemplo. Com isso, é possível programar ações. Portanto, invista em manutenção na primeira fase”, indica.